Vida

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Criança tendo criança...



Hoje dedico o meu dia a um principe chamado Bernardo.
Sua mãe chamada Aline com 17 anos, chegou com 9 cm, a principio calma, acompanhada de sua mãe que parecia mais sua irmã, super jovem, descolada, com tatoos, piercing, mas acima de tudo muito  tranquila.
Aline já com bolsa rota de horas, não sabia informar horário que perdeu liquido porém sabia que tinha perdido em casa.
Me apresentei, orientei e comecei a conduzir o trabalho de parto, sabia que seria rápido porém, como não sabia realizar a força corretamente acabava se cansando muito e assim ficava ansiosa e agitada, e dizia a todo momento... "Mãe não vou conseguir".
A mãe por sua vez não deixava a peteca cair sempre dando força e lembrando que ela havia passado por isso também na adolescência com 15 anos.
Pude notar que as duas tinham um vinculo muito forte! Considerando que a gestante adolescente apresenta especificidades fisiológicas e maturidade emocional diferente das mulheres na idade adulta, a mãe ajudou muito no expulsivo.
Nasce assim o pequeno Bernardo, saudável, corado e com choro forte!
Agora podia ver um sorriso de Aline abraçada com o seu bonequinho e realmente parecia um bonequinho, ela nem ligou que ele estava sujinho... A neo assistiu e esperou a entrega do recém-nascido para poder examiná-lo, pois Aline não queria desgrudar do seu bebê!
 "Considera-se que a presença de um acompanhante durante o processo de parturição é uma prática extremamente útil no parto normal, pois além de deixar a parturiente mais tranquila e segura, permite a participação e o envolvimento da família no processo. No entanto, apesar deste direito estar garantido, nem sempre o acompanhante recebe orientações necessárias para poder contribuir de forma efetiva neste processo".


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