Vida

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Emocionada...



Essa pessoa incrível, foi minha obstetra! Sem ela, o parto da Cecília não teria sido tão lindo! Que pessoa humana, ela ficou o tempo todo comigo, segurando minha mão, me acalmando, sendo peça mais que importante no meu parto! Sai da sala c a minha filha no colo, e meio grogue pela adrenalina, não pude agradecer! Nos meses seguintes, pensei mto mto nela! Até encontrar por coincidência um post compartilhado por uma amiga minha da faculdade, escrito por quem tanto tinha me ajudado! Coincidências da vida, ou não, mandei uma mensagem p ela, e ela se lembrou da gente!
Como enfermeira, eu levanto a bandeira do conhecimento, parir não é coisa de índio, mulheres, não sejam enganadas! Taí, um bebê grande, nascido de uma forma natural!
Parir é lindo!
Katiana Macahubasvc é uma pessoa de mta luz! E só desejo coisas boas na sua vida e de sua família! Gde gde Bju

Realização....


Ontem foi um dia grandioso, que fez valer a pena a obstetricia, que deu muito prazer partejar.... nasceu Laura com 4335kg parto normal com laceraçao de primeiro grau e em uma primigesta. Pude atraves deste parto ensinar os alunos que é possivel sim mais uma vez uma macrossomia escapar da cesarea e ser normal, e o mais importante conduçao fisiologica sem ocitocina. Obrigada meu Deus por poder estar nestes momentos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dia dos namorados, a prova de amor mais linda, o presente mais que perfeito, nascimento de Cristofer...

Ontem tive o imenso prazer de estar presente no parto do Cristofer, filho de Atila, uma mulher emponderada, que mesmo com muitas dores, com histórico de pressão alta, não desistiu de parir seu filho de parto normal.
Entrei no plantão, estava ela toda ansiosa, de cara olhou para mim e disse "nossa enfermeira que cheiro de baunilha", eu sorri e disse é o meu perfume, ela disse que gostoso poder sentir esse cheirinho, logo de cara pude perceber que ela me escolheu como uma pessoa ao qual poderia acompanhar naquele momento, me apresentei e comecei a acompanhar seu trabalho de parto.
Estava com 3 cm, colo grosso e posterior, já havia rompido a bolsa das águas em casa e sua preocupação era se ela poderia ficar com a bolsa rota a tanto tempo.
Procurei sanar todas as suas dúvidas, perguntei se seu esposo estava la para poder acompanha-la e se ela queria... logo ela disse quero sim enfermeira, pedi para o esposo entrar...
Seu esposo sorriu e disse "mas enfermeira o que eu poderei fazer lá dentro"...
Expliquei que sua presença seria de suma importância naquele momento e que ele precisava ficar ao seu lado...
Ele entrou e após uma breve conversa disse que jogava capoeira e tranquilamente orientou sua esposa quanto respiração, foco e força...
Fiquei apenas ao lado, observando, acompanhando e orientando alguns exercícios perineais.
Entre banho, bola, respiração e deambulação chegou a hora , já estava com 9 cm, colo fino, bebê baixinho, e eu disse : "Tá pronta para a chegada do Cristofer..."
Ela disse chorando, nossa enfermeira, não acredito já está na hora....
Cristofer nasceu hoje dia 12/ 06, as 01:20hs, com 2925kg, apgar 10 e 10, no dia dos namorados, a prova de amor mais linda,  o presente mais que perfeito.


E o mais emocionante é Atila dizendo para mim, eu só consegui porque você não me deixou desistir, ficou ao meu lado, foi uma mãe para mim! Não tem nada mais valioso e gratificante de estar em um momento único como o nascimento de uma nova vida e de uma mãe.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cenas de um parto....

Ontem eu dediquei o meu dia a Suellen, menina com 17 anos, assustada, em trabalho de parto, porém tentava ficar calma. 
Eu não estava escalada no pré-parto mas passei pelo setor e comecei a ajudar minha colega, e ao examinar a Suellen, a mesma toda agitada pedia por cesárea, com 4 cm e ainda no inicio do trabalho de parto. Olhei para ela e orientei quanto a diferença do parto normal e o parto cesárea. 
Perguntei a mesma; mas qual a indicação para ser parto cesárea, e ela chorosa disse a dor enfermeira!
O grande medo de toda mulher é a dor. Que varia muito de pessoa para pessoa e que ela pode ser aliviada de forma natural, com massagens nas costas, aromaterapia, banhos de chuveiro ou de banheira. O tempo em que a gestante fica em trabalho de parto também pode ser variado. Em geral a primeira gestação leva em torno de 16 horas, já as demais o tempo chega a 12 horas.
Tentei acalmá-la e expliquei o quão maravilhoso era ter um parto normal, que ela não deveria encarar como algo ruim ou até mesmo sofrimento, que ela estava ali para dar a luz a vida, que sendo muito jovem não deveria pensar daquela forma, que a cesárea é um procedimento de grande porte ao qual há riscos. 
Expliquei que colocamos a gestante para fazer alguns exercícios em bola de parto e outros aparelhos para recolocar o bebê em posição para o parto. 
Que monitoramos o tempo todo, com o cardiotoco e o partograma, que é um gráfico para avaliar a evolução do parto e no caso de necessidade de intervenção e em ultimo caso encaminhamos para a Cesárea.  Além do fator humano e sentimental o parto natural também oferece uma recuperação mais rápida para a mãe e menos risco para o bebê, isso por que ao nascer de parto natural ele corre menos risco de aspirar liquido e também de infecções.
Examinei e já estava com 6 cm, bolsa integra eu orientei quanto fazer exercícios com a bola, deambulação e banho terapêutico. Tudo natural, com calma e muita respiração.
Assim após algumas horas, nasce a Geovana de parto normal, mãe tranquila, sem um só grito ou apavoramento, perineo laceração de primeiro grau em mucosa, a bolsa das águas rompendo no momento do expulsivo, tudo muito natural...
Suellen agora deixava de ser menina e nascia uma mulher...
Obrigada meu Deus por mais um parto... 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A vida nasce com pai e mãe.... o primeiro contato...

Hoje pude ver e ter mais certeza o quanto é importante o acompanhante no trabalho de parto. 
Antonia chegou no plantão as 21:00hs e super simples e ansiosa por ser seu primeira gestação e parto. Me apresentei e ela ouviu todas as minhas orientações, fiquei partejando a todo momento, procurei deixá-la dentro do possível em uma área hospitalar tranquila e segura. A todo momento perguntava sobre seu companheiro que ainda não havia chegado.
Tentei localiza-lo, sem sucesso o mesmo ainda não havia chegado no hospital, então perguntei para mesma se ela tinha vindo sozinha e a mesma confirmou que sim.
Fiquei então ao seu lado confortando-a, realizando as massagens, orientando quanto exercícios perineais tais como bola, banqueta e deambulação, orientei quanto o soninho do final do trabalho de parto.
Mas podia-se perceber a sua ansiedade quanto seu esposo que não havia chegado.
Antonia chegou em um estado avançado de dilatação com 06 cm, colo fino, porém o bb ainda estava alto, a bolsa das aguas já não estava mais integra.
O trabalho de parto estava seguindo normalmente, e agora já estava na dilatação total, e pedi que Antonia fosse encaminhada para a sala de parto, pois o bb já estava querendo nascer... 
A todo o momento durante o caminho do pré-parto a sala de parto ela falava baixinho cadê meu esposo que não chega.


"Massagem é algo maravilhoso durante a gestação e parto, para o marido pode parecer pouco, mas para a gestante faz toda a diferença. Massagem em movimentos circulares com pressão na lombar é ótimo durante as contrações, aplicação de bolsa térmica também. Massagem nos ombros ajudam a tirar a tensão e relaxam o corpo, ajudando na dilatação do colo do útero. Palavras de incentivo e elogios são de grande ajuda, mostre que você acredita no corpo dela, na capacidade dela parir, evite falar de problemas, ela precisa se concentrar e pensar apenas no processo do parto.  Se ela estiver dormindo por uns instantes não a acorde, deixe que recarregue as energias".

Já estava posicionada, semi sentada foi sua posição de escolha, fiz todas as orientações quanto respiração, força oportuna, calma, puxos, e mais puxos... e assim nasce o Gabriel, choro vigoroso no desprendimento cefálico, forte, corado. Foi colocado imediatamente no ventre de sua mãe, no contato pele a pele, foi clampeado oportunamente o cord e ela chorosa, agradecida, com olhar de mãe de primeira viagem, não sabendo direito se abraça ou beija sua cria... 
Não foi preciso episiotomia, apenas teve uma pequena laceração de primeiro grau em mucosa ao qual quatro pontos resolveram. Estava super sorridente agradecendo minha atenção naquele momento ao qual estava sozinha.

Agradeço a Deus a oportunidade de poder estar neste momento tão lindo quanto o nascimento de uma vida tão esperada...





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

As dores do parto

As dores do parto
A dor -
Tão desprestigiada nos tempos modernos - é necessária ao recolhimento. A dor permite que nos desliguemos do mundo pensante, percamos o controle e esqueçamos as condutas corretas. A dor é nossa amiga. Para entrar no túnel de desprendimento do bebê, é indispensável abandonar mentalmente o mundo concreto. Parir é passar de um estágio a outro. É uma ruptura espiritual. E, como qualquer ruptura, dói. O parto não é uma doença a ser curada. É uma passagem para outra dimensão. Por mais que não gostemos da palavra "dor", é pertinente dizer que a dor do parto é SUPORTÁVEL, desde que esse não seja induzido, não tenham nos ministrado ocitocina sintética para acelerar as contrações e estejamos acompanhas e cuidadas.
No entanto, não é possível suportar o sofrimento. É importante esclarecer que as mulheres não sofrem por causa das contrações. SOFREM QUANDO FICAM SOZINHAS, HUMILHADAS, MALTRATADAS, AMEAÇADAS OU ATEMORIZADAS. E ninguém merece passar por isso.
Se soubéssemos que o parto não é apenas um ato físico que começa com as contrações uterinas e termina com o nascimento de um bebê e o desprendimento da placenta, mas que é sobretudo uma experiência mística, pensaríamos nele de outra maneira. Como fato sexual, temos o direito de vivê-lo na intimidade, com profundo respeito, em consonância com a nossa história, as nossas necessidades e os nossos desejos pessoais. "Intimidade" significa estar conectadas com nosso ser profundo, sem avaliações externas do que é "bom" ou "mau". Cada parto deveria ser diferente e único. O parto deveria ser nosso.
No entanto, isso só é possível quando alguém nos ampara. Quando contamos com um acompanhamento amoroso por parte de profissionais ou de seres queridos dispostos a cuidar de nós e estar à nossa disposição. Por isso, é imprescindível escolher a melhor companhia para esta viagem. Não nos conformemos com o que "todo mundo escolhe", com os médicos da moda ou famosos. Pelo contrário, precisamos avaliar quem está disposto a cuidar da gente envolvendo-se generosamente, não importa se forem assistentes ou acompanhantes afetivos.
(Laura Gutman, em "Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis")