Vida

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Dia das mãe dia lindo para se nascer....

No dias das mães dedico a você Maria (nome fictício), o meu dia.....
Dia das mães dia especial onde estava de plantão e na espera de novas mães para parir e nascerem como mães neste dia tão lindo....
Entrei no plantão e encontro o seguinte plantão, que a paciente Maria estava no aguardo de vaga para transferência para outro hospital, devido não ser da área, então fui examiná-la, primeiro, já que mesmo tão jovem, e em sua segunda gestação estava calada se contorcendo de dor no leito da observação.
Entrei e comecei o meu exame obstétrico, e ao realizar o toque já estava com 9 cm mas a bolsa ainda integra. Então a encaminhei ao PPP 3 (pré-parto, parto, puerpério), sala onde elas parem....
Ao fazer as perguntas de praxe ela relatou ser usuária de drogas ilicitas (cocaína e maconha), porém havia parado há algum tempo, mas usou na gestação... devido a isso fiquei um pouco preocupada pois estas pacientes são dificeis de obter confiança e não colaboram muito quando estão na dor, entram em abstinência. Então perguntei a mesma onde está seu acompanhante.... Ela respondeu que ainda não havia chegado. Dei mais um tempo para ele poder chegar e olhei para ela e falei, acho que não dará tempo então comecei minha orientações sobre posições, respiração, relaxamento, força no momento certo e etc....
Procurei não sair do quarto, fiquei com ela massageando suas costas, e orientei que seu parto fosse lateral, a mesma não se opôs, então quando estava com dilatação total, e sua bolsa rompeu espontaneamente durante o puxo natural, ela calada, serena, calma e super acolhida, fico confortável na posição lateral e assim nasceu Maria Luiza, corada, choro forte, foi colocada no ventre da sua mãe imediatamente para o contato pele a pele, foi abraçada fortemente, foi dada as boas vindas, não houve nenhum trauma perineal na Maria, sendo este uma das vantagens do parto lateral, Maria Luiza foi recebida no dias das MÃES,
Que dia mais  lindo para se nascer....

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O Corpo projetado para o parto Normal....

Thamara hoje dedico o meu dia para você....
Ontem fiquei realizada e a cada parto ao qual conduzo mais posso ter certeza que a mulher é a protagonista do seu parto.
Thamara foi para o Hospital com 4 cm e com dores medianas e irregulares, não estava em franco trabalho de parto, porém ao chegar no setor ficou aos meus cuidados.
Logo me apresentei e observei que ela com 20 anos estava calma, acompanhada de sua mãe parecia confortável.
Comecei com as orientações a ela e sua mãe, optei apesar da médica ao qual internou solicitar ocitocina, não conduzi com ocitócitos... Apenas orientei exercícios perineias, banho terapêutico, deambulação, e procurei deixá-la o mais a vontade possível.
Após 1 hora ao examiná-la obstetricamente e com todos os dados do pré-natal pude notal um odor ao qual não era característico fisiológico, então decidi romper sua bolsa para poder observar melhor o liquido amniótico, então tive certeza que era uma fisometria (sugestivo infecção do endométrio ou do endométrio e do miométrio, com odor desagradável). 
Procurei comunicar o plantonista e solicitei antibiótico e expliquei a mãe sobre riscos de infecção precoce ao seu bebê... 
Continuei a condução, Thamara muito colaborativa mas seu trabalho de parto foi muito rápido após 1 hora já estava com puxos e com dilatação total...
Entrei no quarto e solicitei que a luz ficasse meia luz e assim foi, Nasce MURILLO com 4.500kg, gigante, forte, gordo, corado, choro forte, lindo...
Foi colocado no ventre da mãe, foi secado por ela com lágrima nos olhos, a avó olhava sorrindo seu neto e eu super feliz de poder fazer parte deste momento.
Muitos podem achar que o peso do bebê acima de 4 kilos não pode ser parto normal mas tudo tem que ser analisado previamente, bacia materna, decida adequada do feto, posição etc..
E assim nasce um bebe grande e não foi necessário episiotomia apenas com a proteção perineal ocorreu aceração pequena de primeiro grau ao qual a recuperação será tranquila...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Parir com confiança....

Hoje dedico o meu dia a uma menina chamada Thayna, ao qual cheguei no plantão e estava em trabalho de parto, com apenas 17 anos, gritava muito, chorava muito e não colaborava, com 6cm e sua mãe sua acompanhante questionava muito e não ajudava a filha a respirar, ou fazer exercícios perineais. Foi assim que foi passado para mim no plantão.
Então falei este parto é meu, irei conduzir, entrei no quarto e a mãe com o olhar questionador, armada em respostas grosseiras, com a fisionomia de mal humor, armada para agredir verbalmente qualquer pessoa que entrasse naquele quarto!
Então me apresentei e a primeira coisa que ouvi foi este bebê não vem, olhei para a mãe da Thayna e falei porque não? Ela por sua vez disse está demorando muito estamos aqui desde as 13:00hs e não nasceu ainda.
Eu assumi o plantão as 19:00hs e assim faziam 06 horas de trabalho de parto! Expliquei as duas que o trabalho de parto de uma primigesta, a fase inicial ou latente é geralmente a mais longa porque as contrações são mais leves e ficam no pico por um tempo mais curto do que as contrações tardias. É difícil prever com exatidão a duração dessa fase, mas em média dura torno de 10 horas. Durante esse tempo, a mãe está ansiosa e em dúvida se este é realmente o trabalho de parto. As principais característicasdessa fase é que o colo amolece, afina, começa a dilatar; começam as contrações leves com intervalos de 20 a 5 minutos, pode-se ter corrimento, haver dor nas costas e náusea, além de 3 a 4 cm de dilatação. as primigestas esse estágio requer 20 contrações e tem duração média de 50 minutos.
fase ativa trata-se tipicamente de um período agitado para a mãe, as contrações se tornam mais duradoras, mais fortes e com intervalos menores entre si. 
trabalho tardio ou de transição é caracterizado pelas contrações freqüentes, longas e intensas, acompanhada com sintomas de náusea, vômito, tremores nas pernas e sentimentos de desanimo. É a fase mais difícil e também a mais curta, o colo está aberto e o bebê entra no canal de parto. As contrações tem duração de 60 a 90 segundos com 7 a 10 cm de dilatação. Nesse momento, a mulher sente uma compulsão para fazer força e expulsar o bebê. A fase de transição pode durar uma hora ou mais, o ideal é que a mãe consiga relaxa o corpo e o períneo; lembrar sempre que o bebê está chegando e repousar entre as contrações mantendo uma respiração calma e fluida.
A mãe olhou e ficou calada e quando examinei a Thayna já estava com dilatação total, o bebê já estava bem baixinho no canal de parto e assim solicitei a minha ajudante de sala a presença da neonatologista. E parecia que agora Thayna entendia as minhas orientações e mais calma fazia tudo o que eu orientava, orientei para controlar a força, para não ter lacerações de períneo,  e assim ela o fez...
Nasceu Maria Beatriz, calmamente, linda, no silêncio da sua mãe que acompanhava todo o desprendimento e saída de sua filha, chorou forte, corada, assim foi colocada no ventre de sua mãe para o contato pele a pele e a troca de olhares... Foi Lindo. 
A acompanhante agora esboçou um sorriso tímido e lagrimas deixou rolar pois quem estava ali era sua neta vigorosa e saudável...

Vale ressaltar que as figuras mais importantes para um bom trabalho de parto são a MÃE e o BEBÊ, todas as pessoas que estão em volta são apenas figurantes. O momento é da mãe e é ela quem deve controlar todo o procedimento.